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ANPEC 2026 · Economia Brasileira – Anpec 2026
Questão 01
Não iniciada
Tipo A — V/F
Economia BrasileiraSetor externo, dívida externa e restrição externaIndustrialização e política econômica nos anos 1950Economia brasileira pós-Plano Real e no século XXI
Sobre as relações entre a economia brasileira e a economia mundial, é correto afirmar:
Na vigência do padrão-ouro no Brasil, um ciclo de expansão dos influxos de ouro tendia a elevar as importações de bens e, com o tempo, erodir substancialmente o superavit comercial mesmo antes dos colapsos frequentes do preço do café.
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Dada a incapacidade de obter financiamento externo líquido no período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, a crise cambial brasileira de 1947 resultou principalmente do crescimento das importações de bens de consumo desde 1945.
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Entre 1995 e 1998, o objetivo de preservar a apreciação cambial em contexto de déficits em transações correntes ajuda a explicar por que a taxa real de juros SELIC nunca caiu abaixo de 15% ao ano.
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Entre 2003 e 2006, o crescimento da participação da China como mercado de destino das exportações brasileiras de commodities é uma causa importante da ocorrência de superavit em transações correntes em todos os anos.
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Economia BrasileiraCrise de 1929, defesa do café e deslocamento do centro dinâmicoOrigem da indústria e mercado interno antes de 1930Industrialização e política econômica nos anos 1950Crise da dívida externa, ajuste e década perdida
O contexto internacional influenciou a economia brasileira ao longo da sua história, condicionando a adoção de medidas de política econômica e o desempenho das suas principais variáveis. Neste sentido, é possível afirmar:
A elevação do nível de renda em países consumidores de café, como os Estados Unidos, na década de 1920, não contribuiu para que a demanda por este produto crescesse com a mesma intensidade, o que vai ao encontro da tese de que a crise da economia cafeeira nos anos 1930 era anterior à Grande Depressão iniciada em 1929.
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A historiografia registra controvérsias e concordâncias acerca dos efeitos da I Guerra Mundial sobre a industrialização brasileira. Albert Fishlow argumenta que o conflito europeu contribuiu para o aumento dos lucros no Brasil e, assim, para aprofundar o processo de substituição de importações. Já Versiani e Versiani defendem que a guerra resultou no aumento da produção interna, facilitada pela desvalorização cambial.
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O acirramento da Guerra Fria, com revoluções socialistas na China e Coreia, contribuiu para que a política externa estadunidense se aproximasse da América Latina e, principalmente após a ascensão de Eisenhower à Presidência, viabilizasse o financiamento dos investimentos previstos pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos.
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A crise da dívida externa do Brasil foi agravada a partir da decretação da moratória mexicana, em setembro de 1982. O colapso das linhas de financiamento externo que se seguiu ajuda a explicar a moratória brasileira, anunciada em 1987.
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Os anos iniciais do século XXI foram marcados por elevação das taxas de juros internacionais, sob o impacto da política do Federal Reserve, devido, entre outros fatores, à crise evidenciada pelo índice Nasdaq, o qual envolve empresas de alta tecnologia, o que elevou o custo da rolagem da dívida externa brasileira.
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Economia BrasileiraDesindustrialização, reprimarização e estrutura produtivaDebate sobre causas da inflação e estabilização monetáriaPolítica econômica, Estado e crescimento no século XXIEconomia brasileira pós-Plano Real e no século XXI
Sobre a economia brasileira no século XXI, pode-se considerar como verdadeiro:
O processo de desindustrialização por que passa a economia brasileira foi atenuado por políticas que lograram recuperar a participação do setor industrial na composição do PIB. Para tanto, o governo Lula da Silva I (2003-2006) valeu-se de políticas de crédito direcionado e da desvalorização cambial para viabilizar determinados setores da manufatura nacional diante da concorrência estrangeira.
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As políticas expansionistas adotadas a partir de 2006, quando Guido Mantega assumiu o Ministério da Fazenda, estiveram por trás da aceleração inflacionária observada a partir do ano seguinte. Até o final de sua gestão à frente da pasta, a inflação anual oficial esteve acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional em pelo menos duas ocasiões.
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A chamada “Nova Matriz Macroeconômica”, de 2011, visava, dentre outras políticas, aumentar a regulação sobre fluxos de capitais e derivativos cambiais para, com isso, diminuir as pressões para a apreciação do real.
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O Plano de Aceleração do Crescimento, de 2007, previa a ampliação dos investimentos em infraestrutura e admitia que, diante da incapacidade de o governo realizá-los devido ao alto volume de recursos exigidos, seria necessária a ampliação da participação relativa do setor privado, principalmente em áreas como transporte e energia.
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A política distributiva dos governos Lula da Silva I e II extrapolou a institucionalização dos programas de transferência direta de renda. A valorização real do salário-mínimo no período permitiu o aumento do poder de compra dos trabalhadores e, consequentemente, a expansão da demanda agregada.
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Economia BrasileiraII PND, endividamento externo e mudança estruturalDebate sobre causas da inflação e estabilização monetáriaPlano Real, URV e estabilização nos anos 1990Abertura comercial, liberalização e impactos produtivos
Sobre o sistema financeiro da economia brasileira, é verdadeiro afirmar:
A criação do BNDE representou um marco no sistema de financiamento de longo prazo no Brasil. Sua participação no financiamento de obras e investimentos dos principais planos de desenvolvimento lançados pelos governos brasileiros – como o Plano de Metas e o II PND – mostrou a sua relevância como provedor estatal de recursos.
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A reforma financeira de Campos e Bulhões visava, entre outros objetivos, à consolidação de um mercado de títulos públicos no Brasil. Para tanto, o governo criou títulos indexados à inflação passada, como as Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional, de modo a incentivar poupadores a financiarem o governo ao mesmo tempo em que se protegiam do aumento de preços.
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A extinção da Conta-Movimento do Banco do Brasil foi uma das medidas adotadas durante a execução do Plano Real e contribuiu para a ampliação, por parte do banco, da oferta de recursos para crédito de longo prazo de baixo custo.
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O sistema financeiro brasileiro, na década de 1990, conheceu o aumento do número de instituições financeiras, embora diminuísse o número de instituições financeiras públicas, pois cresceu principalmente o número de instituições privadas, tanto nacionais como estrangeiras.
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A política monetária expansionista adotada no decorrer de 2008 para garantir liquidez ao sistema financeiro quando da eclosão da crise do subprime foi, entre outros fatores, responsável pela desaceleração da atividade econômica observada no final do governo Lula e no início do mandato subsequente.
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O primeiro Governo de Lula pode ser associado à apreciação do câmbio, ao aumento da meta de superávit primário, ao crescimento das reservas internacionais e ao superávit na balança comercial.
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Devido, entre outros motivos, ao estouro da “bolha” no índice Nasdaq, a redução das taxas internacionais de juros no início do século estimulou a entrada de capitais em países como o Brasil.
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A elevação da taxa de formação bruta de capital fixo observada durante os anos 2000 teve na inversão pública um de seus principais motores. Nesse sentido, o efeito multiplicador dos investimentos da Petrobras mostrou-se relevante para a reativação de setores de bens e serviços direta ou indiretamente relacionados à cadeia de óleo e gás.
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A desconfiança nutrida por determinados agentes econômicos em relação à eleição de Dilma Rousseff foi um dos principais fatores subjacentes à expressiva depreciação cambial observada no início de seu mandato. Tal mudança de preços relativos esteve na base da aceleração do crescimento econômico puxado pelas exportações, bem como resultou no progressivo recrudescimento inflacionário verificado nos três primeiros anos de seu mandato.
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A crise fiscal que acometeu a economia brasileira na década de 2010 respondeu, em grande medida, à política expansionista adotada a partir de 2012. Nesse período, as taxas de crescimento das despesas primárias e dos investimentos públicos superaram às verificadas nos quatro mandatos anteriores (1995-2010).
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ANPEC 2023 · Economia Brasileira (Discursiva) – Anpec 2023
Questão 01
Discursiva
Tipo D — Discursiva
Economia BrasileiraCrise de 1929, defesa do café e deslocamento do centro dinâmicoGoverno Dutra e política econômica do pós-guerraPlano Trienal, desaceleração e crise econômicaPensamento econômico brasileiro e interpretações do desenvolvimento
Escolha e responda a apenas uma das questões a seguir, com a extensão máxima de 1.800 palavras. O(A) candidato(a) não poderá identificar-se no campo de resposta desta prova.
Economia BrasileiraDebate sobre causas da inflação e estabilização monetáriaEconomia brasileira pós-Plano Real e no século XXIAbertura comercial, liberalização e impactos produtivos
Os anos 2000 apresentaram, dos pontos de vista econômico e social, um momento de prosperidade para o País. Sobre esse período, é possível afirmar que:
No decorrer dos quatro anos do primeiro mandato do Governo Lula, conquanto o câmbio tenha se valorizado e a taxa de juros reais tenha se mantido elevada, a política fiscal expansionista concorreu para que a inflação registrasse níveis crescentes, ainda que dentro da meta estipulada pelo CMN.
Comentário da afirmativa
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Depois dos sucessivos anos de acumulação de reservas internacionais — para a qual concorreu a geração de megassuperávits comerciais a partir de 2003 —, o setor público brasileiro se transformou, no final dos anos 2000, em credor líquido em relação ao exterior.
Comentário da afirmativa
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A perda de participação da indústria manufatureira no PIB, que já vinha do século XX, mostrou reversão dessa tendência de 2003 até 2010, quando voltou novamente a ocorrer.
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O Fundo Social de Riqueza Soberana, criado na década de 1990, em decorrência, pelo menos em parte, da descoberta das reservas do pré-sal, foi mantido e ampliado pelo Governo Lula.
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Economia BrasileiraInflação inercial e planos heterodoxos dos anos 1980/1990Mercado de trabalho, emprego e política salarialPlano Real, URV e estabilização nos anos 1990Economia brasileira pós-Plano Real e no século XXI
Sobre os planos de estabilização propostos e implementados na segunda metade da década de 1980, é certo afirmar:
O conjunto de iniciativas adotadas em julho de 1986, conhecido como Cruzadinho, continha medidas restritivas à demanda em alguns setores, como combustíveis, automóveis e viagens internacionais.
Comentário da afirmativa
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No diagnóstico do Plano Bresser, instituído em junho de 1987, a inflação foi identificada como inercial e de demanda, e, por consequência, as iniciativas de política econômica apresentaram caráter híbrido, com elementos heterodoxos e ortodoxos.
Comentário da afirmativa
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O Plano Collor, em seus primeiros meses, adotou um sistema de âncora cambial com taxa de câmbio fixa, iniciativa que seria também utilizada no Plano Real.
Comentário da afirmativa
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A elevação da carga tributária bruta nos anos após a adoção do Plano Real foi acompanhada de aumento tanto do endividamento público como dos gastos do governo na conta de juros reais.
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Economia BrasileiraDebate sobre causas da inflação e estabilização monetáriaEconomia brasileira pós-Plano Real e no século XXIPolítica econômica, Estado e crescimento no século XXI
Sobre a política econômica realizada na primeira década do século XXI, pode-se afirmar:
Com o dólar e a inflação em queda, a situação externa do país nos anos iniciais da década sinalizava que o risco de insolvência dos anos anteriores estava afastado.
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A elevação da meta de superávit primário em 2003 foi uma das medidas tomadas para reverter a desconfiança dos mercados financeiros, captada, por exemplo, pelo indicador de risco-país.
Comentário da afirmativa
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O Plano Plurianual 2004-2007 propôs que parcerias com o setor privado e com organizações não governamentais deveriam substituir o Estado como indutor do crescimento, sendo este modelo de Estado considerado superado como herança histórica do processo de substituição de importações.
Comentário da afirmativa
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O anúncio das metas de inflação para 2003 e 2004, por parte do novo Governo, afirmava a manutenção do regime de metas de inflação adotado no Governo anterior, embora aumentasse as taxas com relação às observadas em 2002, o que sinalizava para o afrouxamento da política anti-inflacionária.
Comentário da afirmativa
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O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1), de 2007, incorporou propostas para alavancar os investimentos, objetivando reverter uma conjuntura que sinalizava para o ingresso em uma fase de recessão.
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Economia BrasileiraPolítica econômica, Estado e crescimento no século XXIAbertura comercial, liberalização e impactos produtivos
Sobre as políticas econômicas adotadas a partir de 2003 até o primeiro Governo Dilma Rousseff, no que concerne a relação setor público e economia, podemos dizer:
Algumas iniciativas do Governo Federal, como descontar da meta do superávit primário os gastos do Projeto Piloto de Investimentos e do cálculo das Necessidades de Financiamento do Setor Público os resultados da Eletrobrás e da Petrobrás, caracterizaram uma flexibilização das normas fiscais herdadas do Governo Cardoso.
Comentário da afirmativa
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A elevação do superávit primário no início do Governo Lula se relacionava com a elevação dos juros pagos pelo governo e o objetivo de política econômica de controle do crescimento do endividamento público em porcentagem do PIB.
Comentário da afirmativa
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Os adeptos da ideia de que uma contração fiscal poderia ser expansionista no que concerne à elevação do crescimento do PIB tiveram suas expectativas confirmadas pela aceleração do crescimento de 2003 frente ao de 2002.
Comentário da afirmativa
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Promulgada em 2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal impôs às unidades subnacionais tetos bem definidos de endividamento, que estabeleceram limites à capacidade de tais entes em fazerem uma política autônoma de investimento.
Comentário da afirmativa
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A extinção das agências de regulação setorial criadas nos anos 1990, substituídas no Governo Lula por novos órgãos de fomento estatais, marcou uma mudança estatizante importante.
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