Na última década do Império, o poder público em São Paulo foi essencial para criar um mercado de trabalho livre ao financiar o transporte de imigrantes desde a Europa.
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Enquanto os salários de base foram contidos para contribuir para financiar a industrialização pesada no governo Juscelino Kubitschek, uma contenção semelhante ocorreu entre 1964 e 1967 para permitir uma maior diferenciação nas rendas do trabalho e ampliar o mercado de bens de consumo duráveis.
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A aceleração da inflação na década de 1980 tendia a agravar a concentração da renda, de modo que, em 1989, o Brasil tornou-se o mais desigual entre os países com dados confiáveis sobre a distribuição de renda.
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O aumento real do salário mínimo entre 1994, ano do Plano Real, e 2002 foi fator importante para aumentar continuamente a participação dos salários no PIB no período.
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Economia BrasileiraDistribuição de renda, pobreza e desigualdadeIndustrialização e política econômica na Era Vargas
Em artigo intitulado “Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil”, Maria da Conceição Tavares recorre à conhecida metáfora da construção de um edifício: “É necessário (para usar uma ‘linguagem figurada’) que o ‘edifício’ seja construído em vários andares simultaneamente, mudando apenas o grau…
A concentração de renda ocorreu conjuntamente com o processo de industrialização, alterando, todavia, a intensidade com que se verificou ao longo do período.
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A concentração e a centralização do capital já ocorrem nas fases iniciais do processo, mas vão alternando seu grau e intensidade – acelerando, desacelerando, acelerando, assim sucessivamente – à medida que a industrialização avança para novos ramos.
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A industrialização não parte dos bens de consumo menos elaborados para, de forma progressiva e lenta, alcançar os bens de capital, pois esses começam a aparecer já nas fases iniciais de produção de bens de consumo.
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A predominância de bens de consumo ou de bens de capital não pode ser verificada em diferentes fases do processo de industrialização, pois ambos os setores precisam ser implantados ao mesmo tempo.
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Economia BrasileiraDistribuição de renda, pobreza e desigualdade
O Estado teve papel relevante nas transformações estruturais da economia brasileira e no perfil de distribuição de renda até o passado recente. Sobre esta questão podemos afirmar:
A introdução de Lei que indexava os salários durante o Governo do general Castelo Branco foi precedida de aumento dos mesmos, ao considerar-se que estavam defasados, o que resultou em uma “inflação corretiva”.
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A criação de certas instituições na primeira metade da década de 1930, como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o Conselho Federal de Comércio Exterior, integra a explicação das transformações estruturais da economia brasileira no período.
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A Missão Cooke, cujo Relatório foi elaborado por técnicos americanos, apresentou um diagnóstico e propostas que, ao contrário das ideias cepalinas, privilegiavam o desenvolvimento econômico tendo como base a vocação agrária do país.
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A elevação do salário mínimo teve um impacto direto na melhoria da distribuição de renda, medida pelo Índice de Gini, na primeira década do século XXI, por meio do efeito sobre a remuneração dos trabalhadores, e beneficiando também cerca de 15 milhões de pessoas que recebiam benefícios previdenciários atrelados ao valor do salário mínimo.
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O enfraquecimento dos bancos públicos no Governo Castelo Branco, que foram proibidos de captar recursos por meio de fundos especiais, reflete uma visão menos intervencionista do Estado típica de economistas como Eugênio Gudin e Otávio Gouveia de Bulhões.
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ANPEC 2018 · Economia Brasileira (Discursiva) – Anpec 2018
Questão 01
Discursiva
Tipo D — Discursiva
Economia BrasileiraEconomia cafeeira, setor agroexportador e defesa do caféCrise de 1929, defesa do café e deslocamento do centro dinâmicoMilagre econômico, PED e política econômica da ditaduraDistribuição de renda, pobreza e desigualdade
Na prova a seguir, faça o que se pede, usando as folhas para rascunho do Caderno de Rascunho. Em seguida, transcreva o texto para o Caderno de Texto Definitivo da Prova de Economia Brasileira, no local apropriado, pois não serão avaliadas provas com texto escrito em local indevido. Utilize no máximo cento e vinte linha…
Em comparação com a década de 1990, a década de 2000 apresentou uma importante mudança em termos de mercado de trabalho: enquanto na década de 1990 o crescimento do emprego esteve relacionado ao trabalho por conta própria e sem carteira, na década de 2000 ocorreu uma forte formalização do mercado de trabalho.
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O aumento do salário mínimo entre 2004 e 2008 teve um impacto importante num fenômeno retratado pelas estatísticas brasileiras mais abrangentes sobre distribuição de renda: entre 2004 e 2008 verificou-se crescimento econômico com desconcentração de renda entre os trabalhadores.
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Uma importante reforma visando flexibilizar o mercado de trabalho foi a instituição do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que substituiu o regime anterior de estabilidade no emprego após 10 anos pela liberdade de demissão do trabalhador, com a retirada por este dos recursos depositados, neste fundo, numa conta em seu nome.
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A industrialização por Substituição de Importações nos anos 1950 não foi capaz de cumprir as previsões mais otimistas de modelos de desenvolvimento que supunham a eliminação de um mercado de trabalho dual, resultando, no início da década de 1960, em um contingente substancial de “desemprego disfarçado” nos grandes centros urbanos.
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Os anos 1960 se caracterizaram por uma piora da distribuição de renda, com elevação do Índice de Gini, induzindo debate sobre suas causas, que colocou em polos opostos defensores da Teoria do Capital Humano e economistas que priorizavam o papel da política salarial aplicada pelo PAEG.
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A grande diferença entre a década de 1970 e a de 1980 é que na primeira houve um crescimento da renda muito superior ao da segunda, sendo que nesta última o baixo crescimento foi compensado por uma queda na concentração da renda.
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A implantação das reformas neoliberais a partir do início da década de 1990 e, principalmente, o êxito do Plano Real em 1994 levaram a uma forte queda do Índice de Gini nesta década, refletindo uma melhora substancial da distribuição de renda no período.
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A baixa relação entre a redução da pobreza e o comportamento da distribuição de renda nas décadas de 1980 e 1990 aponta para o crescimento da renda como um fator determinante para a redução da pobreza.
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O II PND buscava superar não apenas os estrangulamentos econômicos herdados do período do Milagre Econômico, como também combater os impactos sociais negativos deste período de crescimento acelerado com concentração de renda e que registrou impactos sociais negativos, como favelização e elevada mortalidade infantil.
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Economia BrasileiraTema transversal de Economia BrasileiraDistribuição de renda, pobreza e desigualdadeCrise da dívida externa, ajuste e década perdida
Considerando-se a economia brasileira nos últimos vinte anos, pode-se afirmar:
No período entre 2004 e 2008, juntamente com taxas positivas de crescimento do PIB, registrou-se elevação do nível de rendimentos em praticamente todos os estratos de renda, mas nos estratos inferiores o crescimento se deu de forma mais rápida.
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Nos anos imediatamente anteriores à crise de 2008, a economia brasileira já dava sinais de desaceleração, com taxas de crescimento do PIB inferiores a 3%.
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Os críticos do processo de “desindustrialização precoce” da economia brasileira tomam como parâmetro para justificar tal precocidade a concentração de renda do país, em comparação com a dos países desenvolvidos quando do início da queda da participação da indústria na composição do PIB.
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Graças à rápida recuperação das exportações depois da desvalorização cambial de 1999, o governo brasileiro só precisou recorrer ao FMI para cobrir necessidades de financiamento externo em 1999.
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Economia BrasileiraCrise da dívida externa, ajuste e década perdidaIndustrialização e política econômica na Era VargasII PND, endividamento externo e mudança estruturalAbertura financeira, conta de capitais e vulnerabilidade externa
A questão da fragilidade e crise do balanço de pagamentos é recorrente na economia brasileira, induzindo, às vezes, a mudanças de política econômica. Sobre tal fenômeno podemos afirmar que:
A crise do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 refletiu, em grande medida, a política monetária dos Estados Unidos da América, no contexto de retomada estadunidense da “hegemonia” internacional.
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Um corte cronológico tradicional no estudo da industrialização brasileira é considerar o início da década de 1930 como um momento de inflexão de seu processo. Discuta a pertinência e os possíveis pontos fortes e fracos dessa abordagem.
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Discuta a trajetória da industrialização brasileira desde os anos 1930 até o fim do período desenvolvimentista, na década de 1970, à luz de diferentes interpretações presentes na bibliografia.
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Nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o Brasil recorreu a financiamento externo em suas distintas formas: IDE, créditos oficiais e empréstimos de curto e longo prazos. Relacione estas distintas formas de captação com as dinâmicas econômicas internacional e doméstica e, de forma breve, discuta as consequências para a restrição externa de cada uma destas formas de financiamento.
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Para alguns autores, o choque do petróleo de 1973 foi variável determinante para o final do ciclo de crescimento chamado de “Milagre Brasileiro”. Todavia, outros autores questionam essa abordagem. Arrole os principais argumentos de um lado e de outro dessa controvérsia. ⑤ Discuta as razões para a dinâmica da desigualdade de renda e seu impacto no desempenho global da economia brasileira em dois períodos: o Milagre Econômico e a segunda metade da primeira década do século XXI.
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ANPEC 2016 · Economia Brasileira (Discursiva) – Anpec 2016
Questão 01
Discursiva
Tipo D — Discursiva
Economia BrasileiraCrise de 1929, defesa do café e deslocamento do centro dinâmicoIndustrialização, substituição de importações e estrutura produtivaSetor externo, dívida externa e restrição externaMilagre econômico, PED e política econômica da ditadura
Escolha e responda a apenas uma das questões discursivas a seguir. Utilize, no máximo, cento e vinte linhas.